A receita está no celular. As suas mãos estão na massa. O celular está na bancada, deitado, com a tela apagada e uma impressão digital de farinha por cima. Você desbloqueia com o nó do dedo, lê a linha seguinte, e trinta segundos depois a tela apaga outra vez.

Tablet apoiado num GoDonut enquanto a pessoa segura uma caneca

Isto acontece na sua cozinha hoje. Provavelmente aconteceu ontem também.

A cozinha é o pior lugar da casa para um telefone, e é justamente onde ele mais é usado. As três razões são banais e é por isso que ninguém as resolve.

Um: a tela apaga sempre na pior hora

O tempo padrão de bloqueio é trinta segundos. Bater ovos leva mais. Sovar massa leva muito mais. Você vai ter de tocar na tela pelo menos uma vez por etapa, e vai fazer isso com a mão errada.

Dá para aumentar o tempo nas configurações, e dá para deixar a tela sempre ligada enquanto está a cozinhar. Quase ninguém faz, porque implica lembrar-se antes de começar — e ninguém se lembra de nada antes de começar a cozinhar.

Dois: deitado na bancada, você não lê nada

Um telefone deitado é visto de cima, num ângulo de quase noventa graus, do outro lado da bancada. Se você está de pé e o telefone está na altura da cintura, aquela letra pequena da lista de ingredientes é praticamente ilegível.

Então você encosta o telefone em qualquer coisa. Um pote de vidro, a caixa do sal, a parede dos azulejos. Sempre no ângulo errado e sempre a escorregar.

Três: a bancada é molhada, quente e suja

Um telefone deitado numa bancada de cozinha está sempre a três centímetros de um respingo de óleo, de uma poça de água ao lado da pia, ou da bandeja quente que acabou de sair do forno. E encostado num pote, está sempre a um esbarrão de cair no chão.

O que resolve isto é um objeto que não faz nada

Não precisa de aplicativo, nem de comando de voz, nem de suporte com braço articulado preso ao armário. Precisa que o telefone fique de pé, num ângulo que você consiga ler estando de pé, num lugar onde não escorregue.

É literalmente tudo o que o GoDonut faz. É um anel de plástico pesado com duas ranhuras. Você encaixa o telefone numa delas — a mais em pé para ler receita de cima, a mais deitada para ver o vídeo do passo — e ele fica ali.

Três detalhes que importam nesta situação específica:

A base é pesada e larga. Você toca na tela com o nó do dedo para rolar a receita e o conjunto não se mexe. Suporte leve anda, e na cozinha andar significa cair.

Aceita a capa que você já tem. A versão PLUS+ tem a ranhura larga o suficiente para capa de proteção grossa. Ninguém vai tirar a capa do telefone com as mãos sujas de massa.

Lava-se debaixo da torneira. É uma peça única de plástico, sem eletrônica, sem tecido, sem dobradiça onde a gordura se instala. Caiu farinha em cima, passa-se por água.

E, como não tem mecanismo, não há a articulação que afrouxa ao fim de seis meses — que é como acabam quase todos os suportes de cozinha.

O que ele não resolve

Não vamos vender o que não existe. O anel tem uma barra na frente que tapa a faixa de baixo da tela quando o telefone está em pé. Para ler receita e ver vídeo não faz diferença nenhuma. Se você responde mensagens com o telefone encaixado, faz.

E são dois ângulos fixos. Se a sua bancada é muito alta ou muito baixa para si, não há ajuste possível.

Um para a cozinha, um para a mesa de cabeceira, um de presente

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