Há uma conversa que se repete no balcão de qualquer assistência técnica, sempre com as mesmas falas. O cliente pousa o computador e diz: só preciso das fotos. E depois pergunta quanto custa, à espera de ouvir um número pequeno.

Não é um número pequeno.
Os números, sem rodeios
Em Portugal, os preços de um laboratório de recuperação de dados dividem-se em duas famílias, e a diferença entre elas é de uma ordem de grandeza.
Avaria lógica — apagou sem querer, formatou, o sistema de ficheiros corrompeu-se, apanhou um vírus. Os dados ainda lá estão e o trabalho é de software. Começa nos 100 € e sobe com a capacidade do disco, até cerca de 900 € num disco de 8 TB.
Avaria física — o disco faz barulho, não roda, levou uma queda, o bloco de cabeças de leitura partiu. Aqui alguém tem de abrir o disco numa sala limpa, com ar filtrado, porque uma partícula de pó no prato magnético é do tamanho de uma pedra à escala da cabeça de leitura. Essa sala custa dinheiro e o trabalho é manual: de 450 € a mais de 2.800 €.
O diagnóstico costuma ser gratuito se aceitar o orçamento. Se o recusar, paga cerca de 30 € mais IVA só para lhe dizerem quanto custaria.
E há a parte que ninguém diz ao telefone
E o preço é a parte fácil da má notícia. A difícil é esta: ninguém garante o resultado.
Um laboratório sério dá um diagnóstico, dá um orçamento e dá uma probabilidade. Não dá uma promessa. Há discos de onde sai tudo, discos de onde sai metade, e discos de onde sai uma pasta de miniaturas corrompidas que já não abrem. E o cliente descobre isso depois de decidir gastar os 900 €.
Também há o que se recupera fora de ordem. Ficheiros sem nome, sem data, numerados de 1 a 40.000. Tecnicamente é uma recuperação bem sucedida. Na prática é um monte de ficheiros que ninguém vai conseguir separar.

Compare com o custo de não ter chegado ali
Faça a conta ao contrário. Uma recuperação de avaria física são uns 900 € e um mês de aflição, com resultado incerto. Uma cópia feita antes custa uma tarde — ou, com a ferramenta certa, dois minutos e um clique.
Ninguém discorda disto. E, mesmo assim, quase toda a gente chega ao balcão sem cópia nenhuma. A razão não é ignorância, é atrito: fazer backup à mão significa descobrir onde estão as fotos, entender o que já foi copiado e resistir ao tédio até ao fim. Isso perde para qualquer outra coisa que houvesse para fazer naquele sábado.
O que corta o atrito
O ThePhotoStick OMNI é um pen com um programa lá dentro. Basta ligar no computador ou no telemóvel, clica uma vez em "GO" e ele percorre o aparelho à procura de fotos e vídeos, salta o que já copiou antes, elimina duplicados e organiza o resultado por data.

Não pede conta, não pede palavra-passe e não precisa de internet — o que interessa aqui é que a cópia não depende de se lembrar de uma palavra-passe daqui a oito anos, nem da empresa continuar a existir.
O aviso honesto
Um pen não é um plano de backup completo, e quem lhe disser o contrário está a vender. A regra que os profissionais seguem é três cópias, dois suportes, uma fora de casa — e um pen guardado ao lado do computador falha a última parte. Um assalto leva os dois.
Mas a esmagadora maioria das pessoas que chega ao balcão da assistência não estava em duas cópias. Estava em zero. E a diferença entre zero e uma é maior do que todas as outras somadas.
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